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Bronquite crónica

O que é a bronquite crónica

Bronquite Crónica pode apresentar-se sob modalidades clínicas e funcionais obstrutivas e não obstrutivas, sendo susceptível de sistematização quer (a) no seu espectro clássico (simples,com expectoração mucosa mati­nal; mucopurulenta, com broncorreia e infecção; obstrutiva, já com resistências pulmonares aumentadas ao fluxo expiratório), quer (b) através de maior diferenciação (simples e crónica: formas simples; com infecção; com obstrução; com instauração de coração pulmonar crónico).

O seu diagnóstico implica, naturalmente, a eliminação de outras afecções respiratórias também caracterizadas por hipersecreção brônquica crónica (Bronquiectasias; Tuberculose); aliás, na Bronquite Crónica, a expectoração, com a tosse, antecede o aparecimento dos quadros de dispneia, ao contrário do que sucede nos doentes enfisematosos.

São múltiplos os agressores inaláveis (poluição ambiental ­doméstica, profissional, geral; agentes infecciosos; etc.) susceptíveis de lesarem as vias aéreas de condução e darem origem a quadros de Bronquite, aguda ou crónica. Destaca-se, entre eles, o tabaco, principal determinante de Bronquite Crónica (e também de EP), através de processos lesionais brônquicos (das vias aéreas proximais e das PVAs), de que o exame endoscópico permite pôr em evidência a inflamação difusa (mucosa congestionada, edema­tosa, hiperkóficalatrófica; evidência de hipertrofia glandular; muco abundante e espesso).

Sob uma perspectiva patogénica, merecem ser salientadas duas hipóteses clássicas: (a) a “inglesa”, que sugere, como cadeia patogé­nica, agressões exógenas (principalmente o tabaco; outros agressores inalatórios; agentes microbianos) —> hipertrofia das glândulas muco­sas —> hipersecreção brônquica e tosse —> obstrução bronquiolar e enfisema; (b) a “holandesa”, que continua a aceitar uma predis­posição das vias aéreas geneticamente instaurada (de que a atopia e a HRB constituiriam um terreno afim à Bronquite Crónica e à Asma Bronquica), com resposta a agres­sões inalatórias, alérgicas ou não, em que a instalação secundária de infecções determinaria a evolução do processo obstrutivo para quadros de DPOC. Na análise da responsabilidade conjunta destes factores genéticos, deve reiterar-se o elemento patogé­nico comum, embora diferenciado, que é a inflamação das vias aéreas.

Na Bronquite Crónica, os processos obstrutivos situam-se na dependência de quadros de hipersecreção mucosa, com hiperplasia e hipertrofia das glândulas e das células mucosas epiteliais. A agressão das VAs por agentes irritativos (tabaco) e infecciosos constitui mecanismo pró­- inflamatório determinante.

Em indivíduos normais, os quadros de Bronquite Aguda são mais frequentes na criança e no adolescente; são devidos a Vírus (lnfluenza, Parainfluenza, Sincial Respiratório, Adeno, Rino) ou muito mais raramente, a agentes bacterianos (Mycoplasma pneumoniae, Bordetella pertussis, Clamydia pneumoniae), nomeadamente às três primeiras estirpes virusais e à primeira das bacterianas. Daí o papel secundário da antibioterapia.